segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Perdi a alma de poeta que nunca fui.

A inspiração largou-me

qual alma que abandona o corpo
após a morte.

Falta-me a luz de uma epifania.
Falta-me a força de uma revelação.
Percorro este eterno descaminho.

Falto-me eu.


3 comentários:

JoanaLobo disse...

mas falta pouco, esta quaseeee, há-de voltar

muitaterra disse...

há-de voltar sim.
:)
beijinho

f.

Reflexo do olhar disse...

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano,
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas,
Todas as buzinas,
Todos os reco-recos tocarem,
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

O poema Esperança de Mário Quintana adequqa-se perfeitamente! Uma das fontes da alma é mesmo a ESPERANÇA ;)