
Quanto pesa a vida? Se nos entregarmos completamente a ela o que ganhamos? Ou perdemos? E a morte? Tem peso? É, de alguma forma, atenuada se a olharmos de frente? Será a dor menor? Questionarmo-nos sobre a vida, cuja efemeridade nos atinge num dado momento com maior ou menor intensidade, mas que nos provoca uma avalanche de perguntas, muitas vezes sem rasto de resposta, é apenas fazer parte da condição humana.
É com essas questões que Alejandro Gonzaléz Iñarritu joga num filme de um realismo arrebatador, que através de um ritmo estonteante, nos implanta no seio de 3 vidas que se cruzam fatalmente. Aquilo que nos parece à partida o intercalar de retratos sem ordem ou sentido aparente, começa a formar um cruel e devastador cenário humano. E esse cunho real e humano deve-se, sobretudo, às interpretações de Sean Penn, Benicio Del Toro e Naomi Watts, irrepreensíveis na sua entrega às personagens.
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